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Apoio ao Saneamento Rural e em ┴reas Isoladas

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Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal

'Pacto em defesa das Cabeceiras do Pantanal' é um projeto da WWF Brasil e que conta com o apoio do Instituto Trata Brasil e Embrapa. É um compromisso formulado pelos 25 municípios do estado do Mato Grosso onde estão as nascentes do Pantanal e que conta com a participação da sociedade civil, setor privado e autoridades para promover o desenvolvimento sustentável da região. O objetivo do Pacto é instrumentalizar a região com uma visão estratégica sobre a situação dos recursos hídricos visando garantir água em quantidade, qualidade e regularidade para a atual e as futuras gerações, além do funcionamento do ecossistema pantaneiro. A Bacia do Rio Paraguai abrange a maior planície inundável do planeta, sendo que o Pantanal é considerado Patrimônio Nacional desde 1988 e Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biofera pela UNESCO desde 2000.

Pela parceria estabelecida entre WWF e Trata Brasil, foi feito um estudo que analisou a relação entre a falta de saneamento básico na região e a existência de doenças provenientes da carência desse serviço, sobretudo as diarreias. Os resultados visavam também medir o impacto das doenças nas crianças menores de 5 anos e ao Sistema Único de Saúde nas cidades analisadas.

Usando dados do Ministério das Cidades e do IBGE, os números mostraram que na região 1.519 pessoas foram internadas por diarreia somente em 2011, sendo que 750 destas internações foram de crianças menores de 5 anos de idade (49,4% do total). Menos de 30% da população local tinha atendimento em coleta de esgotos e apenas 9% eram tratados.

A parceria, então, se propôs a buscar alternativas para o saneamento na região e assim melhorar a qualidade de vida das pessoas, as nascentes e as águas do Pantanal. A opção para as áreas rurais foi a implementação das fossas biodigestoras desenvolvidas pela Embrapa Instrumentação – São Carlos / SP.

Fossas sépticas biodigestoras

O Instituto Trata Brasil procurou a Embrapa Instrumentação, que desenvolveu as fossas sépticas biodigestoras para essas regiões. Esse modelo de fossa faz o tratamento dos esgotos domésticos por meio de bactérias decompositoras (bactérias anaeróbicas) presentes no esterco bovino. Ao final do processo, o esgoto se transforma em água limpa (não potável) que pode ser usada na irrigação de certas culturas ou mesmo ser descartada sem risco de contaminação do solo. Oficinas técnicas foram conduzidas pela WWF, Trata Brasil e Embrapa e 50 equipamentos foram instalados para mostrar às autoridades locais que mesmo com baixo investimento é possível resolver uma parte importante do problema.

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