Campinas

Ocupando a 12ª posição no Ranking do Saneamento 2020, o município de Campinas apresenta bons indicadores de saneamento básico.

Atualmente a cidade abastece 98,09% da população com água tratada, 94,39 da população tem acesso à coleta de esgoto e 70,32% do esgoto gerado é tratado.

  Indicador de atendimento total de água (%) Indicador de atendimento total de esgoto (%) Indicador de Esgoto Tratado por água consumida (%)
2014 97,81 87,66 52,94
2015 97,81 90,87 64,27
2016 97,85 90,87 67,98
2017 98,08 94,07 68,41
2018 98,09 94,39 70,32

O INSTITUTO TRATA BRASIL ENTREVISTOU A SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO, SANASA, RESPONSÁVEL PELOS SERVIÇOS NO MUNICÍPIO. LEIA NA ÍNTEGRA:

Que esforços foram feitos na gestão do saneamento local que fez com que se chegasse a esta posição tão boa?  

Entre os vários esforços dispensados para atingir essa posição de destaque no cenário nacional, onde segundo as metas da lei no saneamento nº 14026/20 que são: 99% da população com água potável em casa até dezembro de 2033, 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até dezembro de 2033 e ações para a diminuição do desperdício de água potável.

A SANASA apresenta os seguintes dados:

  • 99,81% de abastecimento;
  • 96,31% de coleta;
  • 95% Capacidade instalada de tratamento;
  • 92% de tratamento de esgoto;
  • 20,70% de perda na distribuição;
  • 13,2% de perda de faturamento.

Ou seja, Campinas já tem seus serviços de saneamento universalizado. Isso deu-se devido a capacidade de planejamento e a sinergia que os funcionários têm em cumprir os objetivos comuns, cada qual com a sua tarefa, mas todos olhando para o mesmo foco, e a administração superior se engajando também neste objetivo.

E no Brasil são:

Brasileiros sem acesso ao saneamento básico;

  • Esgoto: em 2018- 101 milhões
  • Água: em 2018 -39,4 milhões

Fonte: Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento.

O que você destacaria como os fatores mais importantes para esse avanço?

Entendemos que é uma somatória de todos esses fatores, vontade política, manutenção do foco em saneamento independente das mudanças políticas, manutenção dos investimentos, planejamento, capacidade de elaboração de projetos e capacidade de execução, pois o panorama hoje é alarmante, com os seguintes dados:

  • 15 mil mortes e 350 mil internações por ano em decorrência da falta de saneamento básico.
  • 104 milhões de pessoas (quase metade da população) não tem acesso à coleta de esgoto.
  • 35 milhões de brasileiros não tem acesso à água potável e isso é muito deprimente.

Para suprir esta demanda, estima-se que sejam necessários investimentos da ordem de 500 bilhões.

Como outras cidades podem melhorar os indicadores de saneamento?

Entendemos que parte do princípio da vontade política em universalizar o saneamento, tarifas justas que permitam a manutenção do sistema operacional e investimentos para universalizar, seja com recursos próprios ou com contrapartidas para financiamento. Estes investimentos podem ser viabilizados tanto por empresas públicas ou concessões, conforme a diretriz política de cada cidade ou região.

Quais tipos de problemas identificaram em relação ao saneamento básico da cidade? Como resolveram para chegar nos indicadores atuais?

Os problemas são variados, entre eles a distância dos bairros mais periféricos, invasões irregulares de moradias e núcleos residenciais não urbanizados, entre outros, com dificuldade para levar redes de água e esgoto. A solução para atender essas demandas parte sempre do planejamento das ações, e o envolvimento de toda a administração pública, e não somente da empresa de saneamento, pois cada secretaria tem um papel fundamental para o atingimento da universalização, seja removendo famílias de áreas invadidas e/ou em locais de risco, seja regularizando núcleos  irregulares ou seja disponibilizando moradias a cidadãos com baixa renda através de subsídios governamentais onde a infraestrutura seja adequada.

Investimentos sem uma boa gestão não trazem resultados. E o oposto? É possível ter sucesso com pouco recurso financeiro?

Entendo que sim. Tudo parte de uma tarifa justa e planejamento.

Com o estabelecimento de meta de universalização até 2033 e os recursos necessários a serem investidos para os atingimentos dessas metas, propõe-se a tarifa justa e obtém-se o sucesso no prazo previsto.

Vale lembrar, que o sucesso é a somatória de cada pequena vitória determinada através de um cronograma factível e o acompanhamento deste “pare e passo”.

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