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Jundiaí é referência no tratamento dos esgotos

Jundiaí é referência no tratamento dos esgotos

Figurando sempre entre as 15 melhores do Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil, o município de Jundiaí, interior de São Paulo, ano a ano mostra evolução nos indicadores de coleta e tratamento dos esgotos. De acordo com o próprio município, Jundiaí já figurava como uma das cidades mais importantes do saneamento básico desde o século 19.

Atualmente, a cidade paulista já figura como uma referência no tratamento dos esgotos, com 100% tratado e abastecendo 97% da população água tratada.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), plataforma de indicadores do Ministério das Cidades, apontam a seguinte evolução por parte de Jundiaí.

O DAE (Departamento de Água e Esgoto) da Prefeitura de Jundiaí é a responsável pelo saneamento básico do município. O último dado de investimento do município para serviços de água e esgoto foi de R$ 298 milhões nos últimos 5 anos (2011-2015).

  Indicador de atendimento total de água (%) Indicador de atendimento total de esgoto (%) Indicador de Esgoto Tratado por água consumida (%)
2008 95 91 95
2009 97 98 91
2010 100 100 88,94
2011 98,28 98,30 91,38
2012 98 97,71 97,71
2013 98,28 98,30 98,28
2014 97,80 97,80 91,94
2015 97,80 97,80 100

O INSTITUTO TRATA BRASIL ENTREVISTOU O DAE JUNDIAÍ – ÁGUA E ESGOTO, RESPONSÁVEL PELOS SERVIÇOS NO MUNICÍPIO. LEIA NA ÍNTEGRA:

- Que esforços foram feitos na gestão do saneamento local que fez com que se chegasse a esta posição tão boa?

A boa classificação de Jundiaí, entre os 20 melhores no Ranking do Saneamento 2015 é resultado de investimentos realizados ao longo dos anos. Registros históricos comprovam que na metade do século 19 a cidade já ocupava posição de destaque entre as primeiras brasileiras a se preocupar com saneamento básico.

O sistema de saneamento da cidade é reconhecido como um dos melhores do país, pelo Instituto Trata Brasil, uma vez que 100% dos domicílios da zona urbana são atendidos por rede de esgoto e de água tratada. Este reconhecimento é resultado de investimentos iniciados com o Cerju (Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí), uma parceria do Governo do Estado, Prefeitura Municipal, DAE, Cetesb e indústrias, em 1984. O objetivo era a despoluição do Rio Jundiaí e, consequentemente, o afastamento de esgoto a céu aberto da malha urbana, por meio de implantação de sistema que impedisse o despejo de esgoto in natura no curso d’água. Na época, além de Jundiaí as cidades de Campo Limpo Paulista, Indaiatuba, Itupeva, Salto e Várzea Paulista manifestaram interesse em integrar o projeto que, a princípio, instalaria interceptores e emissários.

Nesse período, das quase 50 toneladas de poluição lançadas no Rio Jundiaí, Jundiaí era responsável por 84,8% dessa carga.

Em Jundiaí as obras iniciaram-se em 1985 e o sistema foi constituído basicamente por coletores tronco, interceptores e emissários ao longo do rio Jundiaí, em suas margens, e de seus principais afluentes, como Córrego do Tanque Velho, Guapeva, Colônia, Vila Joana, Guanabara, Primavera e Walquírias, interligados à rede pública coletora do município, somando uma extensão aproximada de 52 Km. Por volta de 1992, em Jundiaí a disponibilidade financeira para o projeto não permitia sua conclusão com a instalação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto). Por outro lado, havia sido contratado o seu projeto executivo referenciado ao processo tecnológico validado pela Cetesb.

Em Jundiaí, a prefeitura optou por conceder os serviços de tratamento de esgoto por 20 anos a empresas particulares, em troca da construção e operação da Estação de Tratamento. Foram várias discussões e uma audiência pública, em dezembro de 1994, para debates sobre a instalação dessa estação.

Em 1996, a CSJ – Companhia Saneamento Jundiaí venceu a concorrência pública para realizar a construção da Estação de Tratamento de Esgoto de Jundiaí, inaugurada em setembro de 1998.

Depois da construção da Estação de Tratamento, a água resultante do tratamento do esgoto passou a ser devolvida ao Rio Jundiaí sem prejuízo ao meio ambiente.

Em 2012 entrou em operação a Estação de Tratamento de Esgoto do bairro São José e no ano seguinte a Estação de Tratamento de Esgoto dos Fernandes, construídas para atender a zona rural.

Com o funcionamento destas duas estações, a DAE ampliou o atendimento levando o benefício também à população da zona rural, onde ainda predominam fossas sépticas, antecipando as futuras expansões da região. Atualmente 98% do município é atendido com coleta, afastamento e tratamento de esgoto.

E os investimentos não param. A DAE realiza anualmente projetos de remanejamento e/ou extensão de redes de esgoto. Um deles em andamento é a instalação de 10 km do interceptor no bairro dos Fernandes. Deste total, cerca de 1.3 km já foram colocados. Este é o primeiro passo para instalarmos a rede coletora e, consequentemente, eliminar as fossas sépticas na região. Além de melhorar a qualidade de vida da população, vai contribuir para a preservação do afluente que deságua no Rio Capivari, manancial das cidades vizinhas.
Ao longo dos anos a empresa também desenvolveu importantes projetos relativos ao abastecimento de água. Uma importante obra nesta obra foi a inauguração da Estação de Tratamento de Águano Anhangabaú, em 1969, onde havia o primeiro reservatório da cidade. A capacidade de tratamento era de 900 litros por segundo.

Depois vieram investimentos em adutoras, redes de esgoto para a preservação de nosso principal manancial, o Rio Jundiaí Mirim e, no final dos anos 70 e 80 foram construídas a represa do Horto/Geraldo Dias e a Casa de Bombas.

Na década de 70 o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) autorizou a reversão de 700 litros por segundo do Rio Atibaia, afluente do Rio Piracicaba através de uma linha de adução com diâmetro de 700 mm.

Na década de 80, com o aumento da outorga de captação de água do Rio Atibaia, para 1200 litros por segundo, foi necessária a construção de uma nova adutora. 

De 1983 a 1988 a empresa investiu no projeto de uma nova represa (Parque da Cidade), concluída no último trimestre de 1998.

Outra importante obra foi a duplicação da capacidade da Estação de Tratamento, (iniciada em 1997), que aumentou a capacidade de tratamento, de 900 litros por segundo (o consumo da cidade chegava a picos de 1,2 mil litros por segundo) para 1,8 mil litros por segundo.
Atualmente a atual administração trabalha na substituição de rede de água no Centro da cidade. Com esta obra, estão sendo trocados 3.3 km de rede em ferro fundido, com mais de 40 anos de uso, por outra de PVC, material de melhor qualidade. A obra vai melhorar a vazão e contribuir para a redução de perdas.

A atual administração também trabalha em projeto de ampliação da represa que, até o final de 2015, aumentará a capacidade de reservação, de 8.3 bilhões de litros de água para cerca de 9.3 bilhões de litros de água. Estudos demonstram que é possível chegar a 12 bilhões de litros de água com obras de aprofundamento da atual reservação e a administração já trabalha para a realização deste projeto.

Esta administração também conseguiu dois importantes financiamentos através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, pleiteados junto ao governo federal e anunciados em outubro de 2013.

Foram R$ 24.1 milhões aplicados em obras na área de esgoto, entre elas, construção de estação elevatória, novas redes coletoras e implantação de interceptores e emissários, nos bairros do Poste, Traviú, São José, Terra Nova, Castanho e Varjão. Na área de água o contrato de R$ 19,6 milhões será investido em construção de novos reservatórios de água, que vão reforçar o abastecimento nas regiões do Cecap, Jardim Carlos Gomes, Fazenda Grande Industrial e Anhangabaú.

- Quanto em investimentos foram feitos nos últimos 5 anos?

Segundo dados do Snis(Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento), os investimentos dos últimos anos foram:

2010 – R$ 21.4 milhões
2011 – R$  36.5 milhões
2012 – R$  37.1 milhões
2013 – R$  13.1 milhões
2014 – R$  28.4 milhões

- O que você destacaria como os fatores mais importantes para esse avanço (vontade política, manutenção do foco em saneamento mesmo com mudanças políticas, manutenção dos investimentos, envolvimento da população, outros)

Em Jundiaí seus administradores sempre tiveram visão de futuro e os investimentos em saneamento sempre foram prioridade. Ao longo dos anos, mesmo com as mudanças políticas no poder executivo, no âmbito municipal, houve planejamento e os investimentos foram mantidos e renovados.

Acreditamos que a empresa de saneamento sempre deve buscar fontes de recursos para, cada vez mais, melhorar o fluxo de caixa e garantir a continuidade dos investimentos.

O envolvimento da população também é muito importante. Podemos citar como exemplo a crise hídrica que vem afetando todo o Estado de São Paulo. Em 2014 Jundiaí foi citada como exemplo na mídia nacional, por ter passado a estiagem sem medidas reguladoras.
Esta situação confortável de Jundiaí diante da crise é resultado de planejamento e de investimentos realizados anos atrás e que vem sendo mantidos. É resultado também do envolvimento da população, que atendeu aos pedidos das campanhas de uso racional realizadas pela empresa e que refletiram na redução de 15% no consumo de água.

E estes investimentos não podem parar. Esta administração vem realizando ações para a redução de perdas e projetos de recuperação, conservação e preservação de manancial. Também há projeto de ampliação da capacidade de reservação da represa.

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