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Saneamento e Saúde são pautas de discussão em Porto Velho (RO)

Promovido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com o Ministério Público de Rondônia, Fiocruz Rondônia e Abrampa (Associação dos Membros do Ministério Público do Meio Ambiente), o evento que discutiu saneamento e saúde em Rondônia e nas suas 15 maiores cidades, aconteceu no auditório do Ministério Público, em Porto Velho, na manhã do dia 10 de agosto. Com um público bastante misto, entre universitários, profissionais da área da saúde e do saneamento, o Instituto Trata Brasil apresentou os resultados do estudo que comprova a correlação da diarreia, dengue e leptospirose com a falta de saneamento básico nos 15 maiores municípios rondonienses.

Édison Carlos, presidente-executivo do Trata Brasil, abriu os trabalhos com um vídeo retirado do Documentário com os Embaixadores do Instituto Trata Brasil, sobre saúde, e logo após apresentou os dados nacionais, regionais e de Rondônia de água e esgotamento sanitário. Chamando a atenção para os números baixíssimos, principalmente em atendimento ao esgoto, cujo menos de 3% da população do estado de Rondônia têm acesso, o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil convidou a todos os presentes para um pacto em prol do saneamento, envolvendo principalmente as entidades presentes. Entre os convidados, subiram à mesa de autoridade a presidente da Companhia Estadual de Água e Esgoto de Rondônia (CAERD), Iacira Azamor; o diretor da Fiocruz de Rondônia, Dr. Ricardo Godói; a substituta eventual da Superintendência Estadual da Funasa no Estado de Rondônia, Jorilda Monteiro; o assessor especial da Secretaria Estadual de Saúde (SESAU), Gleense Cartonilho; a promotora pública de Meio Ambiente, Aidee Maria M. Torquato Luiz; a promotora pública de Urbanismo, Dra. Flávia Barbosa Shimizu; e o presidente da Abrampa, Dr. Fernando Barreto.

Após os pronunciamentos das autoridades presentes, o estudo do Instituto Trata Brasil foi apresentado pela pesquisadora Aline Baldez, que ressaltou os indicadores mínimos de saneamento em quase todos os municípios apurados e a forte relação com os casos de internações e notificações de diarreia, dengue e leptospirose. Dentre os dados apresentados, a pesquisadora chamou atenção pelas 11 mil piscinas olímpicas de esgotos despejadas anualmente nos 15 maiores municípios sem nenhum tratamento.

Em seguida, a Dra. Flávia Serrano, do CEPEM (Centro de Pesquisa em Medicina Tropical) e Fiocruz, apresentou dados sobre casos de diarreia em Porto Velho, especialmente, e chamou atenção pelas condições precárias, principalmente na qualidade da água na capital rondoniense.

Por fim, a Coordenadora da Pastoral da Criança de Rondônia, Maria Goretti Krieger, explanou sobre os casos de diarreia acompanhados pela Pastoral da Criança, muitos deles ligados à precariedade dos serviços públicos e a inexistência do saneamento básico.

Nas conclusões do evento, todos os envolvidos responderam perguntas do público em relação ao saneamento básico no estado de Rondônia, que há décadas apresenta índices baixíssimos. Ao encerrar o evento, a Coordenadora do Laboratório de Microbologia da Fiocruz de Rondônia, Dra. Najla Benevides Matos, pediu mais comprometimento dos gestores públicos, chamando atenção pelas pesquisas já feitas pela Fiocruz durante os anos, principalmente em Porto Velho, em relação às doenças provocadas pela falta de saneamento básico.

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APRESENTAÇÃO DA ALINE BALDEZ (PESQUISADORA DO INSTITUTO TRATA BRASIL/REINFRA)

O ESTUDO NA ÍNTEGRA PODE SER VISTO AQUI:
http://www.tratabrasil.org.br/saneamento-e-saude-nas-15-maiores-cidades-de-rondonia

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