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Sob críticas, Sabesp anuncia que conta de água vai ficar mais cara em São Bernardo

Sob críticas, Sabesp anuncia que conta de água vai ficar mais cara em São Bernardo

São Bernardo do Campo
10/10/2017
 

O serviço de saneamento básico de São Bernardo do Campo é operado pela Sabesp desde 2004 quando, ainda no governo de William Dib, a concessionária assumiu o DAE (Departamento de Água e Esgoto) em uma transação que rendeu aos cofres municipais cerca de R$ 700 milhões.

Nesta semana, a companhia anunciou que, a partir do próximo mês de novembro, a conta de água vai ficar mais cara na cidade. O reajuste da tarifa em 7,9% é válido para todos os municípios atendidos pela empresa. Com o aumento, o valor da conta de água e esgoto para clientes residenciais que consomem até 10 mil litros por mês (54% do total) subirá de R$ 44,76 para R$ 48,29.

O acréscimo chega em um momento de crítica aos serviços prestados pela empresa em São Bernardo. A maioria dos moradores contatados pela reportagem reclama da qualidade da água e do tratamento do esgoto. “Não faltam vezes em que a água sai marrom das torneiras de casa”, explica um professora aposentada, moradora do Baeta Neves, que preferiu não ser identificada.

Em ranking elaborado pela ONG Trata Brasil, a cidade aparece em 38º lugar entre as maiores do país quando o assunto é saneamento básico. Segundo o relatório elaborado com dados de 2015, apesar da captação de esgoto atingir quase todo o município, menos de 30% do que é oriundo da água consumida recebe tratamento adequado.

CPI da Sabesp

Autor do projeto de lei que pede a instalação de uma CPI envolvendo a Sabesp, o vereador Julinho Fuzari (PPS) afirma que a concessionária precisa explicar a falta de investimentos na cidade e a péssima qualidade nos serviços prestados nos últimos anos. “Nem o anterior e nem o atual prefeito questionaram, multaram ou cobraram a Sabesp até agora. O que acontece já seria suficiente para uma quebra de contrato”, argumenta.

Entre os principais problemas apontados pelo vereador estão o desligamento do abastecimento que ocorre à noite em bairros periféricos, principalmente nas regiões mais altas. Ao abrir a torneira pela manhã, detectou-se a saída de ar pelas tubulações das residências. A questão vai de encontro a uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo que comprovou que os hidrômetros são sensíveis à passagem de ar, aumentando o valor final da conta. “Outro projeto de lei de minha autoria pede que sejam instalados bloqueadores de ar nos hidrômetros onde for comprovado o problema, gerando assim economia de até 30%”, explica Fuzari.

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