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Dia da Escola

>Dia da Escola: população que mais sofre com a falta de saneamento tem menos de 20 anos

A precariedade dos serviços básicos implicam em consequências severas para as gerações futuras

No dia 15 de março é celebrado o Dia da Escola, uma das principais instituições para formação educacional e de convívio dos jovens na sociedade. Infelizmente, o período escolar ainda é precário e desigual entre os estudantes. Entre um dos fatores que corrobora para essa situação, a ausência de saneamento básico afeta diretamente o desenvolvimento educacional. 

Segundo o estudo lançado pelo Trata Brasil A vida sem saneamento: para quem falta e onde mora essa população?”, uma a cada duas moradias brasileiras convivem diariamente com algum tipo de privação no saneamento – considerando cinco categorias de privações: privação de acesso à rede geral de água; frequência de recebimento insuficiente de água potável; disponibilidade de reservatório; privação de banheiro; e privação de coleta de esgoto. A pesquisa ainda indica que a privação afeta majoritariamente jovens com menos de 20 anos, além de pretos, pardos e indígenas.

Uma vez que a ausência de saneamento é uma realidade na vida desses jovens, a contaminação por doenças de veiculação hídrica se torna ainda mais recorrente, algo que resulta na evasão escolar por condições precárias de saúde. Dados do IBGE (2021), presentes no Painel Saneamento Brasil, apontam que a escolaridade média dos estudantes com acesso a saneamento é de 9,18 anos, enquanto aqueles sem acesso aos serviços básicos em casa passam, em média, 5,31 anos na  escola.

A precariedade dos serviços de água potável e esgotamento sanitário tem implicações tanto no presente, como também no futuro desses estudantes. As crianças e jovens sem acesso ao saneamento básico terão uma escolaridade menor que os demais quando entrarem no mercado de trabalho, o que resulta em uma perda de produtividade e de remuneração do trabalho no seu futuro profissional.

A ausência do saneamento intensifica a desigualdade social, econômica e escolar no país. Desta forma, universalizar os serviços básicos significa ter uma nação mais igualitária, oferecendo qualidade de vida à população, oportunidade de desenvolvimento educacional e profissional.