Ganhos com a universalização do saneamento podem chegar a cerca de R$ 22 bilhões por ano em renda do trabalho até 2040
Trabalhadores com acesso à água potável e ao esgotamento sanitário apresentam menor incidência de doenças de veiculação hídrica, o que contribui para a redução de internações hospitalares e afastamentos por enfermidade. Uma força de trabalho mais saudável também é mais presente e produtiva, favorecendo o desempenho econômico e a geração de renda.
De acordo com dados do IBGE (2024), disponíveis no Painel Saneamento Brasil, a renda mensal média de pessoas que moram em áreas com acesso ao saneamento é de R$ 3.447,79, enquanto a renda média das pessoas sem os serviços básicos é de R$ 2.320,39 — uma diferença de R$ 1.127,40, o que representa um rendimento 48,6% maior para quem vive em áreas atendidas por serviços de saneamento.
Além dos impactos diretos na renda e na produtividade, o acesso ao saneamento também contribui para a redução do absenteísmo no ambiente de trabalho. Com a ampliação do acesso à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto, há uma tendência de redução dos afastamentos por doenças, melhora na produtividade e aumento da renda da população.
Investir na universalização do saneamento básico significa fortalecer as condições de trabalho e impulsionar o desenvolvimento econômico. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil, estima-se que a ampliação do acesso aos serviços no país pode impulsionar de forma significativa a produtividade ao longo das próximas décadas. O valor do aumento de renda do trabalho esperado para o período de 2021 a 2040 é estimado em R$ 438 bilhões, o que representa um ganho anual de quase R$ 22 bilhões.
No Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, os dados reforçam que investir em saneamento é investir em saúde, produtividade e melhores oportunidades para milhões de brasileiros.




