Ganhos expressivos seriam observados na área da saúde e no aumento da produtividade do trabalho
O Maranhão enfrenta um desafio significativo em termos de saneamento básico. Dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS) 2022, disponíveis no Painel Saneamento Brasil, revelam que quase 3 milhões de maranhenses não têm acesso à água potável, e aproximadamente 6 milhões vivem sem coleta de esgoto. Essa infraestrutura precária impacta diretamente a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento socioeconômico do estado.
Um estudo do Trata Brasil apontou que, com a universalização do saneamento até 2055, o Maranhão poderia obter ganhos líquidos de R$ 13,4 bilhões em benefícios socioeconômicos. A pesquisa considerou dois períodos de análise: de 2021 a 2040, que é o tempo definido pelo novo marco regulatório do saneamento, e o de 2021 a 2055, que é a extensão temporal usualmente empregada em contratos de concessão ou subconcessão.
Entre os benefícios mais significativos, destaca-se a área da saúde, onde se prevê uma economia de R$ 80,2 milhões anuais, totalizando R$ 2,8 bilhões até 2055. Isso representa uma redução significativa nos gastos com internações e uma melhoria geral na qualidade de vida da população.
O estudo também prevê um aumento expressivo na produtividade do trabalho. Estima-se que o aumento de renda do trabalho com a expansão do saneamento entre 2021 e 2055 será de R$ 86,8 milhões ao ano, ou R$ 3 bilhões no período total.
Além disso, a construção e a manutenção da infraestrutura de saneamento criam novas oportunidades de trabalho em diversas áreas e atuam diretamente na preservação do meio ambiente.
O avanço no saneamento básico no Maranhão representa um investimento no futuro do estado. Os ganhos projetados de R$ 13,4 bilhões refletem uma transformação profunda na qualidade de vida, na saúde pública, na educação e na economia local, abrindo caminho para um futuro mais próspero para todos os maranhenses.