Na capital, Cuiabá, o benefício estimado é de R$ 217,64/hab com a garantia plena dos serviços de saneamento
A universalização do saneamento na Amazônia Legal, conforme estudo do Instituto Trata Brasil, aponta um cenário de benefícios transformadores para os nove estados da região: Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. A pesquisa estima ganhos de R$ 330 bilhões decorrentes da ampliação do acesso aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Para o estado de Mato Grosso, que abriga quase 4 milhões de habitantes, o estudo indica ganhos por habitante de R$ 428,46 , por ano, até 2040, a partir do acesso pleno aos serviços de saneamento básico. Esse resultado se traduz em benefícios socioeconômicos que impactam positivamente a população, elevando a qualidade de vida.
Quadro 1 – Ganhos per capita da universalização nos estados da Amazônia Legal, em R$ por habitante por ano, 2024 a 2040

Na capital, Cuiabá, o benefício estimado é de R$ 217,64 com a garantia plena do saneamento. Esse avanço seria fundamental para a melhoria da infraestrutura básica e para o fortalecimento do caminho rumo à universalização. De acordo com o Ranking do Saneamento 2025, a capital mato-grossense ocupa a 46ª posição, subindo quatro colocações em relação ao ranking do ano anterior.
O alcance das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento — 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033 — resulta em uma população mais saudável, com a redução da incidência de doenças de veiculação hídrica, o que contribui para a diminuição da evasão escolar e do absenteísmo no trabalho, além de ganhos diretos em produtividade e bem-estar social. Esse avanço também contribui para a proteção do meio ambiente, assegura infraestrutura básica digna e impulsiona o desenvolvimento sustentável e próspero de todo o estado.
*Foto: Marinelson Almeida




