A renda média de pessoas com acesso a saneamento é de R$ 3.220,94, enquanto a daqueles sem acesso é de R$ 2.084,42
O saneamento básico, além de promover a saúde, é um pilar fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. A ausência de infraestrutura básica eleva o número de internações por doenças relacionadas à falta de saneamento. Isso leva as pessoas a faltarem mais no trabalho, impactando diretamente a renda imediata dos trabalhadores.
Dados do IBGE 2023, presentes no Painel Saneamento Brasil, demonstram a correlação direta entre saneamento e renda. A renda média de pessoas com acesso a saneamento é de R$ 3.220,94, enquanto a daqueles sem acesso é de R$ 2.084,42. Essa diferença representa 54,5% a mais para quem tem saneamento, influenciando a qualidade de vida do cidadão.
Expandir e aprimorar os serviços de saneamento básico abre mais oportunidades para que as pessoas alcancem condições mais igualitárias de crescimento financeiro.
Um estudo do Trata Brasil indica que a universalização do saneamento no país tem o potencial de expandir a produtividade do trabalho de forma significativa. O aumento projetado na renda do trabalho para o período de 2021 a 2040 é de R$ 438 bilhões, o que resultará em um ganho anual de quase R$ 22 bilhões.
Universalizar o acesso à potável e a coleta e tratamento de esgoto significa fomentar um ciclo de saúde, dignidade e oportunidade, refletindo no potencial socioeconômico da população e, assim, solidificando as bases para um futuro mais próspero.