Esse valor corresponde 92% da quantidade de habitantes sem acesso ao abastecimento de água em 2023
No Brasil, um volume de água potável equivalente a 21 milhões de caixas d ‘água são desperdiçados todos os dias, conforme um estudo do Instituto Trata Brasil. Essas perdas podem ocorrer por vários motivos, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Este desperdício resulta em impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas, o que deixa mais caro o sistema como um todo, prejudicando, em última instância, todos os usuários.
Reduzir as perdas significa ter mais disponibilidade de água potável sem a necessidade de aumentar o volume de água captado e de explorar novos mananciais. O estudo do Trata Brasil aponta que, ao se admitir uma redução dos atuais 40,31% aos 25% previstos pela Portaria 490/2021, o volume economizado seria da ordem de 1,9 bilhão de m3.
Isso equivale ao consumo médio do recurso de aproximadamente 31 milhões de brasileiros em um ano, 92% da quantidade de habitantes sem acesso ao abastecimento de água em 2023.
Quadro 1 – Benefícios sociais da redução de perdas por estado em 2023

Com o cenário de mudanças climáticas, os desafios para a disponibilidade hídrica nos mananciais se tornam cada vez mais evidentes. As perdas reais afetam diretamente os custos de produção e a demanda por água. Sendo assim, a gestão eficiente em perdas é garantir segurança hídrica aos habitantes e o acesso á esse recurso fundamental para a vida.
Até 2034, o Brasil tem como meta ter no máximo 25% em perdas na distribuição e 216 L/ligação/dia, conforme foi definido pela Portaria 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).




