Dados do DATASUS mostram que o estado registrou mais de 23 mil internações e 340 óbitos em 2024 por doenças ligadas à falta de saneamento
Alcançar a universalização do saneamento significa ampliar a qualidade de vida e o bem-estar da população, ao reduzir internações e óbitos por doenças associadas à falta de acesso aos serviços básicos. Segundo dados do DATASUS, presentes no Painel Saneamento Brasil, em 2024, a Bahia registrou mais de 23 mil internações por doenças de veiculação hídrica, o que levou a 340 óbitos decorrentes dessas enfermidades.
A universalização do saneamento no estado tem o potencial de gerar um impacto transformador. O estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Bahia“, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX Ante Consultoria, aponta que o acesso pleno aos serviços de água e esgotamento sanitário no estado pode gerar cerca de R$ 90 bilhões em ganhos sociais, econômicos e ambientais.
Na área da saúde, a redução de horas perdidas por afastamentos relacionados a diarreia, vômito e doenças respiratórias, além da queda nas internações por doenças de veiculação hídrica e respiratórias na rede hospitalar do SUS nos municípios da Bahia, são reflexos esperados da universalização do saneamento
O valor da economia total com a melhoria das condições de saúde da população desses municípios entre 2025 e 2040 deve ser de R$ 1,182 bilhão, que resultará num ganho anual de R$ 73,892 milhões.
No 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, o dado reforça a importância do saneamento básico para a saúde pública: o acesso aos serviços básicos eleva a saúde dos habitantes, reduz o absenteísmo escolar e laboral e gera impactos positivos para o desenvolvimento social e econômico do estado.
Para que esses benefícios se tornem realidade, é fundamental que o saneamento ocupe espaço central nas agendas públicas e que os investimentos sejam ampliados de forma consistente na Bahia.




