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>Estado sede da COP-30, Pará pouco avança no saneamento e continua distante de alcançar universalização 

Dados divulgados pelo SNIS 2023 (ano-base 2022) apontam que o estado segue em condições precárias nos serviços de coleta e tratamento de esgoto

Com mais de 8,4 milhões de habitantes, o Pará enfrenta desafios para atender a população com saneamento básico. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), ano-base 2022, pouco mais da metade da população (55,4%) recebe o atendimento de água potável, enquanto 34,6% do recurso hídrico é desperdiçado nos sistemas de distribuição. 

O panorama dos serviços básicos se torna mais grave quando analisados os indicadores de coleta e tratamento de esgoto. No Pará, apenas 9,2% dos habitantes são atendidos com coleta de esgoto. Não obstante, somente 8,7% dos esgotos gerados são tratados no estado paraense.

Tabela 1 – Indicadores de saneamento do Pará e da região Norte, SNIS 2022

Fonte: SNIS 2023

A partir da tabela acima é possível observar que o estado ampliou o atendimento de água potável em 6,8 pontos percentuais e reduziu o índice de perdas na distribuição em 2,8 p.p. Todavia, os serviços de esgotamento sanitário continuam extremamente precários. Houve uma mínima evolução de 0,8 p.p no índice de coleta de esgoto, entretanto, o Pará piorou em 1,0 p.p no tratamento dos esgotos gerados.

Em novembro de 2025, a capital paraense, Belém, será a sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP-30, que receberá diversos especialistas e ativistas do mundo inteiro para debater sobre soluções para as cada vez mais urgentes questões ambientais e climáticas. Frente aos desafios que o Pará tem para levar o acesso digno aos habitantes, a COP-30 representa uma oportunidade para jogar luz e engajar os gestores públicos para  buscar soluções e melhorias na infraestrutura de saneamento básico.

Universalizar o saneamento é sinônimo de melhoria na qualidade de vida, oferecendo um cenário digno para a população na luta por um país mais justo. Segundo estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, o acesso pleno aos serviços básicos no país resultaria em benefícios socioeconômicos de mais de 1,4 trilhão. Para isso, é essencial que as políticas públicas continuem cada vez mais fomentando investimentos e soluções para alcançarmos a universalização do saneamento básico.