A melhoria dos serviços de saneamento básico depende da continuidade dos investimentos e do planejamento integrado de longo prazo
O Elevador do Ranking do Saneamento 2026 destaca os municípios que mais variaram de forma positiva e negativa em relação ao Ranking de 2025. É importante ressaltar que os indicadores do SINISA buscam estabelecer um paralelo entre os dados disponíveis e a realidade observável de cada município em termos de infraestrutura de saneamento.
Quadro 1 – Municípios com a maior variação negativa

Porto Alegre (RS) apresentou uma das maiores quedas no Ranking de 2026, com recuo de 14 posições, resultado principalmente da redução no atendimento de esgoto e do aumento nos indicadores de perdas. João Pessoa (PB) também caiu 14 posições, com retração nos indicadores de atendimento de água e esgoto, além do aumento das perdas de água.
Santo André (SP) perdeu 12 posições no Ranking deste ano, com destaque para a redução no investimento total por habitante, acompanhada de aumento nos indicadores de perdas. Piracicaba (SP) recuou 11 posições, movimento explicado principalmente pela queda no atendimento de água e pela redução do investimento total por habitante (redução de R$ 80), apesar da universalização no serviço de coleta e tratamento dos esgotos.
A melhoria dos serviços de saneamento básico depende da continuidade dos investimentos e planejamento integrado ao longo do tempo. Investir na infraestrutura básica significa garantir saúde, preservar o meio ambiente e promover qualidade de vida para a população. A ampliação e a manutenção dos serviços contribuem diretamente para a redução de doenças, a valorização urbana e o desenvolvimento socioeconômico dos municípios. Nesse sentido, priorizar o saneamento na agenda pública é essencial para assegurar benefícios duradouros.



