Estudo do Trata Brasil mostra que reduzir as perdas de água na distribuição poderia beneficiar quase 48 milhões de brasileiros por ano
A dias da estreia da Copa do Mundo 2026, que será disputada no Canadá, nos Estados Unidos e no México, o mundo volta as atenções para um dos maiores eventos esportivos do planeta e o Brasil se prepara dentro de campo para, quem sabe, alcançar o hexacampeonato. Fora das quatro linhas, o país enfrenta um outro desafio que merece atenção: o desperdício de água.
De acordo com o estudo de Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o Brasil perde 39,5% da água potável nos sistemas de distribuição, ou seja, todo esse volume é perdido antes de chegar à casa das famílias brasileiras. Assim como as seleções têm um objetivo a cumprir, o país também tem a sua meta: reduzir as perdas para 25% até 2033, conforme estabelece a Portaria 788/2024.
Se o Brasil conseguisse alcançar esse patamar, o volume economizado seria da ordem de 2,8 bilhões de m³ por ano. Para ter dimensão do que isso representa, esse volume seria suficiente para abastecer aproximadamente 48 milhões de pessoas durante um ano inteiro, número superior à população estimada do Canadá em 2026, de 41,4 milhões de habitantes.
Reduzir perdas é uma medida com impacto direto na vida da população, especialmente nas regiões onde o acesso à água ainda é precário. Avançar nessa agenda exige a implementação de programas que unam eficiência e inovação e, consequentemente, acelerar o ritmo dos investimentos até 2033. Para conquistar esse objetivo, o Brasil precisa colocar o saneamento em campo.




