Estudo do Instituto Trata Brasil projeta R$ 330 bilhões em benefícios líquidos para a região até 2040, com maiores ganhos observados em turismo e valorização imobiliária
A universalização dos serviços de água e coleta e tratamento de esgoto traz retornos em qualidade de vida, além de ganhos ambientais, sociais e econômicos. Na Amazônia Legal, que abriga a maior bacia hidrográfica do planeta, o saneamento pleno resultaria em R$ 330 bilhões em benefícios aos nove estados que integram essa região.
O estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Amazônia Legal“, do Instituto Trata Brasil em parceria com a EX Ante Consultoria, projeta R$516,6 bilhões em benefícios entre 2024 e 2040 para os 772 municípios da região, sendo R$273,7 bilhões diretos e R$ 242,9 bilhões por redução de perdas associadas às externalidades. Descontados os R$186,5 bilhões de custos sociais previstos no período, o saldo líquido chega a R$ 330,1 bilhões. Para cada R$1 investido em saneamento na Amazônia Legal, o retorno é de R$ 5,10, acima da média esperada para o Brasil como um todo (R$ 4,10).
Um dos ganhos mais expressivos da universalização vem do turismo. Entre 2024 e 2040, os ganhos com o setor devem somar R$ 22,1 bilhões, um fluxo médio de R$1,303 bilhão por ano, resultado direto da despoluição de rios e córregos e da oferta universal de água tratada, condições essenciais para o turismo na região.
A universalização também deve elevar a renda dos proprietários de imóveis, sejam eles alugados ou de moradia própria, em R$1,477 bilhão por ano nos municípios da Amazônia Legal, o que totaliza um ganho de R$ 25,1 bilhões entre 2024 e 2040. É mais um sinal de que a chegada de água tratada e coleta de esgoto valoriza diretamente o patrimônio das famílias da região.
Os números reforçam que o saneamento vai muito além da saúde pública, ou seja, ele é também motor de geração de renda, turismo e valorização ambiental e imobiliária. É esse argumento mais amplo que a campanha Voto no Saneamento, do Instituto Trata Brasil, busca levar aos planos de governo dos candidatos de governo nas eleições de 2026, para que a região tenha, finalmente, a infraestrutura básica que sua importância ambiental exige.




