A renda média de pessoas com acesso a saneamento na Bahia é de R$ 2.317,61, enquanto a daqueles sem acesso é de R$ 1.332,20
O saneamento básico, além de promover a saúde, é um pilar fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. A ausência de infraestrutura básica eleva o número de internações por doenças relacionadas à falta de saneamento, o que leva as pessoas a faltarem mais no trabalho, impactando diretamente a renda imediata dos trabalhadores.
Na Bahia, de acordo com dados do IBGE 2024, presentes no Painel Saneamento Brasil, a renda média de pessoas com acesso a saneamento é de R$ 2.317,61, enquanto a daqueles sem acesso é de R$ 1.332,20. Essa diferença representa 74% a mais para quem tem saneamento, influenciando a qualidade de vida do cidadão.
Expandir e aprimorar os serviços de saneamento básico abre mais oportunidades para que as pessoas alcancem condições mais igualitárias de crescimento financeiro.
Um estudo do Trata Brasil indica que a universalização do saneamento na Bahia tem o potencial de expandir a produtividade do trabalho de forma significativa. O aumento projetado na renda do trabalho entre 2025 e 2040 será de R$ 39,486 bilhões, que resultará num ganho anual de R$ 2,468 bilhões.
Universalizar o acesso à potável e a coleta e tratamento de esgoto significa fomentar um ciclo de saúde, dignidade e oportunidade, refletindo no potencial socioeconômico da população e, assim, solidificando as bases para um futuro mais próspero.
Por isso, a campanha Voto no Saneamento busca colocar no centro dos planos de governo dos candidatos aos governos estaduais em 2026, para que o saneamento deixe de ser tratado como infraestrutura invisível e passe a ser reconhecido como motor de renda e igualdade social.




