A renda média de pessoas com acesso a saneamento no Rio de Janeiro é de R$ 4.147,02, enquanto a daqueles sem acesso é de R$ 2.099,45
O saneamento básico, além de promover a saúde, é um pilar fundamental para o desenvolvimento socioeconômico da população. O acesso à água tratada e à coleta de esgoto está diretamente relacionado a melhores condições de vida, maior produtividade e, consequentemente, mais renda.
No Rio de Janeiro, dados do IBGE 2024, presentes no Painel Saneamento Brasil, mostram que a renda média de pessoas com acesso a saneamento é de R$ 4.147,02, enquanto a daqueles sem acesso é de R$ 2.099,45. Essa diferença de R$ 2.047,57 representa uma renda 97,5% maior para quem tem água tratada e coleta de esgoto em casa.
Essa diferença de renda se explica pelo impacto da falta de saneamento sobre a produtividade do trabalho. Quem vive em moradias sem água tratada ou sem coleta de esgoto está mais exposto a doenças como diarreia e infecções gastrointestinais, o que gera mais dias de afastamento do trabalho e menor rendimento. Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que alcançar a universalização do saneamento no país, entre 2021 e 2040, o aumento de renda do trabalho esperado para o período é de R$ 438 bilhões, o que resultará num ganho anual de quase R$ 22 bilhões.
Para o estado do Rio de Janeiro, universalizar o acesso à água potável e a coleta e tratamento de esgoto significa fomentar um ciclo de saúde, dignidade e oportunidade para os habitantes. É esse compromisso que a campanha Voto no Saneamento, do Instituto Trata Brasil, busca mobilizar eleitores sobre a pauta e colocar no planos de governo dos candidatos nas eleições de 2026.




