Com indicadores precários de saneamento, a região concentra apenas 4,7% dos investimentos em saneamento do país no período
O Brasil investiu R$ 112,6 bilhões em saneamento básico entre 2020 e 2024, enquanto a Região Norte investiu apenas R$ 5,3 bilhões desse total, uma fatia de 4,7% dos recursos aplicados no país, a menor participação entre todas as regiões brasileiras.
Um estudo do Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, mostra que, entre os estados, o Acre teve o menor investimento em saneamento do país no período: R$ 65,8 milhões entre 2020 e 2024, menos de 0,1% do total nacional aplicado.
Esse baixo volume de investimento se reflete diretamente nos indicadores da região. Segundo dados do SINISA (2024), presentes no Painel Saneamento Brasil, a Região Norte atende 62,8% da população com acesso à água potável, 16,6% com coleta de esgoto, enquanto 22,5% do esgoto gerado é tratado. As perdas de água na distribuição chegam a 49,4%, quase metade de tudo o que é captado se perde antes de chegar às torneiras.
Indicadores precários se traduzem em mais internações por doenças de veiculação hídrica, maior sobrecarga do SUS e perdas de produtividade que afetam a economia local. Priorizar o saneamento básico na Região Norte é essencial para reverter esse cenário. Ampliar o acesso à água tratada e à coleta e ao tratamento de esgoto reduziria as internações por essas enfermidades, destravaria ganhos socioeconômicos e mais do que isso, traria melhores condições de vida para os habitantes.
Em um ano eleitoral, colocar o saneamento no centro do debate é decisivo para reverter esse cenário, especialmente nos estados do Norte. A plataforma Voto no Saneamento, do Instituto Trata Brasil, reúne dados regionais para que o eleitor exija compromissos concretos dos candidatos e oferece ferramentas para que esses candidatos incluam o saneamento em seus planos de governo.




