Desse grupo, 11 registram cobertura total de 100% no indicador de atendimento de água potável
Na quarta-feira (18), o Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, publicou a 18ª edição do Ranking do Saneamento, com foco nos 100 municípios mais populosos do Brasil. O estudo considera os indicadores mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.
Ao todo, 28 municípios já atingiram a universalização do abastecimento de água, conforme as metas do Marco Legal do Saneamento. Desse grupo, 11 registram cobertura total de 100%: Barueri (SP), Carapicuíba (SP), Curitiba (PR), Diadema (SP), Guarulhos (SP), Itaquaquecetuba (SP), Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Osasco (SP), Porto Alegre (RS) e Santo André (SP). Além disso, outros 17 municípios apresentam índices iguais ou superiores a 99% de atendimento.
Quadro 1: Melhores municípios no Indicador de Atendimento Total de Água

Por outro lado, o menor percentual de atendimento de água em 2024 foi de 30,74%, registrado em Porto Velho (RO). No ano anterior, 2023, o menor índice também foi observado no município, com 35,02%.
Quadro 2 – Piores Municípios no Indicador de Atendimento Total de Água

O indicador médio de atendimento de água entre os 100 maiores municípios foi de 93,55%, o que representa uma leve queda em relação aos 93,91% registrados em 2023. Ainda assim, é possível observar que a maioria das cidades — 87 dos 100 municípios analisados — apresenta cobertura superior a 80%, indicando que grande parte já se encontra próxima da universalização desse serviço.
Os dados do Ranking mostram que existem exemplos de municípios que já alcançaram a universalização e outros que caminham nessa direção. Por outro lado, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, ainda há desafios importantes para que o abastecimento de água seja universalizado de forma plena e equilibrada entre os municípios brasileiros. A existência de cidades com índices ainda precários evidencia desigualdades no acesso aos serviços e reforça a necessidade de ampliação dos investimentos, melhoria na gestão e priorização do saneamento na agenda pública.



